EDUCAÇÃO

"A educação é, antes de mais nada, desenvolvimento de
potencialidades e a apropriação do "saber social" (conjunto de
conhecimentos e habilidades, atitudes e valores que são
produzidos pelas classes, em uma situação histórica dada de
relações para dar conta de seus interesses e necessidades).
Trata-se de buscar, na educação, conhecimentos e habilidades
que permitam uma melhor compreensão da realidade e envolva
a capacidade de fazer valer os próprios interesses econômicos,
políticos e culturais" (Gryzybowski, 1986:41-2)



Software Educacional Infantil

Autora: Tania Assunção ("Tia Tania")
Artigo para o site www.megafile.com.br - Rio de Janeiro - 2003.
e-mail: tia.tania@megafile.com.br

Professora de Educação Infantil e
Coordenadora Pedagógica do
Projeto Educacional da empresa
MegaFile Informática.

O computador e as novas Tecnologias já são uma realidade. Sua importância e eficiência na vida profissional e nas pesquisas escolares já não são mais questionadas. Mas uma dúvida frequente é a idade em que a criança deve ter os primeiros contatos com o computador.

Para responder a essa questão, faremos uma analogia com a televisão, que também é um meio de transmissão de informação, mas que por si só não garante o conteúdo educacional, ou seja, necessita de uma programação específica e apropriada para que cumpra tal finalidade. Porém, mesmo sem garantia do benefício educacional, a televisão está presente na maioria dos lares, fascinando e prendendo a atenção das crianças. O mesmo podemos considerar em relação ao computador, que também requer programas especializados para assumir o papel pedagógico.

Na Educação Infantil, na faixa etária de 2 a 5 anos, o contato com o computador e com outras tecnologias avançadas não é imprescindível e por isso também não devem ser forçadas. Mas se tais tecnologias já fazem parte do cotidiano da criança (no lar, na escola ou na casa de colegas), e ela demonstra interesse ou curiosidade, então deve-se avaliar qual o conteúdo mais apropriado a ser disponibilizado.

O Software Educacional Infantil deve ser acima de tudo muito simples e intuitivo, com muitas imagens e cores e sons interessantes. Deve estimular o máximo as aptidões que estão sendo desenvolvidas. O conteúdo educacional deve ser passado de forma subliminar, pois para a criança o que importa é a diversão. Os jogos educacionais não devem exigir muito da criança, que ainda se encontra em fase de desenvolvimento de suas habilidades, como por exemplo a coordenação motora fina. O acompanhamento do educador ou do responsável também se faz necessário nessa idade, no intuito de direcionar as melhores práticas e tornar mais proveitoso tal atividade. Outro ponto importante é saber dosar sua aplicação para não prejudicar o pleno desenvolvimento em outras áreas (como sua socialização, desenvolvimento físico e emocional, etc).

O computador com toda a sua interatividade e riqueza multimídia é contagiante, mas para a criança deve ser encarado apenas como uma ferramenta a mais de estímulo.

 

 

Tecnologia no Ensino Fundamental

Autora: Claudia Maria Silva Patriarca
Tema: Tecnologia Instituição: Faculdades Integradas Maria Imaculada
e-mail:
claudiapatriarca@ig.com.br

INTRODUÇÃO

A mudança pode ser inevitável, mas nem toda mudança significa progresso. Às vezes a mudança conduz somente a um modo diferente de fazer a mesma coisa. Se a mudança no ensino não produz melhores resultados, à redução dos custos por unidade ou a outros benefícios educacionais essenciais, talvez seja o caso de retrabalhá-la ou abandona-la. Não abandonemos, no entanto, uma idéia promissora até que tenhamos verificado plenamente suas possibilidades. Os resultaods de qualquer programa devem ser avaliados à luz de medidas adequadas e de identificação das causas do seu malogro, ou do seu êxito.

TECNOLOGIA NA INFÂNCIA

Ainda embrulhadas em fraldas, sem saber ler nem escrever, muitas crianças hoje dominam o mouse com a mesma destreza com que brincam de chocalho. O contato com a tecnologia começa cada vez mais cedo – para constrangimento geral dos pais, muitas vezes obrigados a tomar lições com seus filhos para não fazer feio no escritório.

Nas escolas particulares, onde os PCs são mais comuns do que no ensino público brasileiro, as aulas de computação atendem a uma galera no mínimo precoce. Algumas delas vêm do maternal, com três ou quatro anos de idade. Cedo demais para mexer no computador? Depende. Há especialistas que garantem: quanto mais cedo uma criança dominar a tecnologia que lhe vai servir no futuro, melhor. Outros são mais reticentes e acham fundamental esperar até que a garotada viva outras experiências antes de dedicar-se à informática. Na lista de atividades essenciais para uma infância sadia estão as brincadeiras de roda, o contato com amigos e, claro, as raladas no joelho.

Mexer no computador não é uma atividade danosa em si. Longe disso. Bem utilizado, ele pode ser um tremendo aliado no ensino, ajudando nas lições de casa e tornando mais suportáveis as tardes chuvosas dentro de casa. Há programas específicos para que a criançada desenvolva a coordenação motora fina, a percepção de cores, as formas e ainda estimule o raciocínio lógico. Assim como a televisão, porém, o computador exige limites rigorosos. Não deve ser usado por longos períodos, sob o risco de amplificar a ansiedade infantil. É preciso haver um equilíbrio entre as atividades do dia-a-dia e os momentos de brincadeira online.

(...)

Informatização, sim, mas sem deixar de lado o professor

Informatizar não significa apenas colocar computadores nas escolas. É preciso que haja programas adequados ao ensino e, sobretudo, que os professores sejam capazes de usar a tecnologia em favor do aprendizado.

"O professor tem de se conscientizar de que precisa se atualizar ou vai perder espaço para aqueles que já dominam as novas tecnologias."

 

 

 

A Utilização das Novas Tecnologias na Educação
numa Perspectiva Construtivista

Autora: Fábia Magali Santos Vieira
e-mail: fabia@connect.com.br

Mestranda em Ciências da Educação
no Instituto Superior Pedagógico Enrique José
Varona, La Habana - Cuba e atualmente professora no
Núcleo de Tecnologia Educacional
MG7 - PROINFO - MEC

Estudos demonstram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs) como ferramenta, traz uma enorme contribuição para a prática escolar em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação que perpassa qualquer atividade escolar.

(...)

A utilização das NTICs na educação não garantirá por si só a aprendizagem dos alunos, pois as mesmas são instrumentos de ensino que podem e devem estar a serviço do processo de construção e apropriação do conhecimento dos aprendizes. A introdução desses recursos na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos professores para que eles possam utilizá-las de uma forma responsável e com potencialidades pedagógicas verdadeiras, não sendo utilizadas como máquinas divertidas e agradáveis para passar o tempo.

 

 

 

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